Inteligência emocional: o quanto ela é necessária na gestão de uma empresa?

Inteligência emocional: o quanto ela é necessária na gestão de uma empresa?

Gerir uma empresa precisa de quanto de inteligência emocional de seus líderes?

Com as mudanças que impactam todas as áreas do mundo corporativo, o desenvolvimento de habilidades técnicas e intelectuais – embora continuem sendo de suma importância – não é mais suficiente para obter sucesso.

Então, como se destacar e obter os resultados esperados?

Para responder a essas perguntas, elaboramos esse artigo especial, que leva em consideração as teorias do psicólogo Daniel Goleman, autor do livro “Inteligência Emocional”.

O que é inteligência emocional e por que ela está transformando o mundo dos negócios?

Os pesquisadores Peter Salovey e John D. Mayer, definem a inteligência emocional no artigo “What is Emotional Intelligence?”. Segundo eles, o conceito:

[…] envolve a capacidade de perceber acuradamente, de avaliar e de expressar emoções; a capacidade de perceber e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento; a capacidade de compreender a emoção e o conhecimento emocional; e a capacidade de controlar emoções para promover o crescimento emocional e intelectual.

Veja outras informações sobre esse assunto e saiba por que a inteligência emocional é valiosa para profissionais de todas as áreas.

QI X QE: entenda a diferença entre os conceitos, tão importantes para quem quer mais inteligência emocional

Antes de mostrar como inserir a inteligência emocional na cultura de negócios da sua empresa, vamos apresentar os conceitos de QI e QE.

O QI (Quociente de Inteligência) todo mundo já conhece e avalia a capacidade de uma pessoa ao processar as informações. Já o QE (Quociente Emocional) mostra o quando alguém consegue controlar as próprias emoções, e tem muito demandado na gestão de empresas e pessoas.

Os clientes estão interferindo cada vez mais na produção e condução dos negócios das empresas, fazendo com que antigos conceitos sejam deixados para trás. Por isso investir e cuidar do relacionamento com o público afeta diretamente os negócios.

E adivinha o que exerce mais influência nas relações? Exatamente! O QE.

O quanto de inteligência emocional é necessário para gerir uma empresa?

Tente lembrar sobre os tempos da escola. Sabe aqueles alunos extremamente focados e que só tiravam notas altas? Dificilmente eles se tornaram os profissionais mais bem-sucedidos da turma.

Já aqueles que mantinham notas razoáveis mais possuíam mais conexões e relações com os colegas são os que possivelmente alcançaram mais conquistas.

Segundo Daniel Goleman, muito mais que a nossa capacidade técnica, as nossas habilidades pessoais têm influência muito maior sobre o nosso sucesso.

Estima-se que a proporção ideal para obtermos prosperidade em nossas metas seja 80% de QE e 20% de QI.

Ou seja, gerir uma empresa precisa de muito mais inteligência emocional do que você provavelmente estava pensado não é mesmo?

Interessado em dominar as próprias emoções? Clique aqui e saiba como desenvolver sua inteligência emocional.

Como usar a inteligência emocional nas organizações?

Algumas práticas simples de inteligência emocional são fundamentais aos gerir um negócio. Veja algumas que você pode começar a implementar hoje mesmo em sua organização:

1.      Pratique o autoconhecimento

Em primeiro lugar, entenda como é a sua relação com sentimentos negativos e positivos. Analise como você reage às mais diversas situações e qual o gatilho para despertar as suas emoções.

Somente com autoconhecimento você vai conseguir dominar o modo como se expressa e conseguir adequar seu comportamento aos diferentes papéis que exerce no dia a dia.

2.      Desenvolva empatia

Tente se colocar no lugar do outro e entender como as pessoas se sentem. Pessoas diferentes se comportam de formas diferentes e entender isso é uma prática essencial de inteligência emocional para gerir a empresa.

Assim, você consegue compreender melhor como lidar com cada colaborador, sem criar estresse ou clima ruim.

3.      Entenda que as pessoas podem errar

Exigir que a equipe seja perfeita cria um clima de desgaste e uma competição que está muito longe de ser saudável.

Se você rígido demais com o colaborador que erra, dificilmente eles se sentirão à vontade para inovar e tentar algo novo.

Deixando claro: você deve ter uma conversa com quem erra, mas seja flexível ao tratar com cada pessoa.

4.      Saiba se expressar

Se expresse com sinceridade e ganhe a simpatia dos seus subordinados. Seja claro e saiba quando elogiar ou chamar atenção.

Gestores sinceros e transparentes conseguem resultados melhores em suas equipes, já que, são honestos e dizem o que pensam.

5.      Ouça as pessoas

Saiba ouvir a sua equipe, inclusive quando eles tiverem alguma crítica. Quando as pessoas se sentem realmente ouvidas, elas passam a se enxergar como uma parte importante da empresa e trabalham melhor.

Além disso, qualquer tipo de feedback é importante para que você avalie os próprios comportamentos e esteja em constante evolução.

6.      Busque motivar a si mesmo e aos outros

Agora que está seguindo os passos anteriores e sabe como exercer o autoconhecimento e ouvir as outras pessoas, você vai saber exatamente o que te motiva e, também, como incentivar o restante da equipe a buscar os melhores resultados.

Com a motivação, vem a resiliência, que é a capacidade de encontrar um bom motivo para seguir em frente, mesmo em um cenário desfavorável.

Esteja em contato constante com seus liderados e você sempre saberá os melhores mecanismos para não deixar ninguém desanimado.

7.      Entenda os pontos fracos e fortes da sua equipe

Quem lida bem com as emoções, tem mais facilidade para identificar os pontos fracos e fortes de uma pessoa.

No ambiente profissional, isso faz toda a diferença. Você conseguirá direcionar os colaboradores para as funções mais adequadas, enxergando o melhor vendedor, o melhor atendimento, quem lida melhor com pressão, etc.

E com as pessoas adequadas em cada cargo, o seu negócio só tem a crescer.

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